O Discurso
Fevereiro 23, 2026
Às vezes julgo que gostava de ter uma grande declaração a fazer
Mas estou, na maior parte das vezes, vazio de palavras
Não me ocorre dizer nada, nem um pequeno ai
Julgo que esse é o meu maior discurso
Aquele que vai ficar para a história
Apenas o Silêncio.

Não acredito muito em passado e futuro. A única coisa que existe é o agora, o presente, e às vezes penso que o presente só existe se eu existir também. No momento em que eu morrer, a vida deixa de existir não só para mim, mas para o mundo que conheço, porque o mundo que conheço faz parte de mim e da minha vida. Como tudo o que existisse, só existisse porque eu existo, eu sou parte do todo e o todo é parte de mim. Por isso, tu que me estás a ler és uma continuação da minha pessoa e só existes porque eu existo também e enquanto eu existir. É como um livro que lês: eu sou a personagem principal e tu és apenas um figurante que se cruza na minha história.
Às vezes é difícil perceber se estou vivo ou morto, tal é o estado de apatia em que me encontro na vida. No entanto, a morte assusta-me profundamente por causa da ausência de conhecimento que temos acerca dela, e todos nós vamos ter de experimentar um dia o seu gosto. Eu queria que ela estivesse bem longe, mas está mais próxima a cada segundo que passa. Gostava de viver em pleno, em luz, longe da morte, num dia ou numa noite plenos.



Não tenho mais nada para fazer