A Pegada
Dezembro 27, 2021

As vezes penso que quando morrer o rasto que deixarei a marcar a minha passagem pela terra será mais pequena que pegada de uma formiga, no entanto, gostava no pouco tempo que me resta conseguir alterar essa situação para que quando partisse tivesse uma marca não como uma pegada de uma formiga mas sim a de um elefante a caminhar na terra mas uma formiga nunca será um elefante.

Quando olho para a frente o caminho esta enublado e quando olho para trás também não consigo ver os meus rastos que estão gastos demais para conseguir saber de onde vim por isso é impossível recuar e voltar ao que era eu. Não sei bem para onde vou, apenas sigo em frente arrastando os meus passos na areia que é o meu futuro. Areia que por vezes me parece que quer engolir e comer vivo. Entre a neblina, vejo alguém mas não sei se esta a ir para a frente ou para trás e vou seguindo devagar a caminhar no deserto.