O Castelo
Junho 29, 2021

Ouvi-te a chamar o meu nome. Virei-me e tu estavas na janela do Castelo, eu respondi fazendo-te um aceno e tu fizeste sinal para eu esperar e disseste nesse instante que ias ter comigo. Eu esperei por ti sentado no chão e com um pedaço de pau, escrevia o teu nome.

Apetece-me pegar no carro e sair sem destino a ouvir música com o volume alto. Vidro aberto, braço de fora apanhar o vento e apenas conduzir sem direção. Conduzir até um momento em que me dava vontade de ir urinar. Nessa altura parava o carro, gritava, espreguiçava-me e voltava.
Quando me imagino tenho mil cores, mas quando me olho ao espelho não me vejo, sou transparente. Talvez tenha sido um feitiço que me lançaste, mas sinto que me modifiquei, mudei minha essência para algo que não conheço e foste Tu a razão da minha metamorfose.
A semana estava a começar e eu já sentia aquela vontade de … por isso foi a um Bar pedi um copo de whisky, acendi um cigarro e bebi de um trago e fiquei a olhar por um bocado a última carta que ela me escreveu. Nisto ouvi uma voz que me perguntou se queria outro ao que eu respondi “- deixe ficar a garrafa”.
Passamos a vida a procurar encaixar. Encaixar com uma Pessoa. Encaixar com um Trabalho. Encaixar com um Lugar. Quando tudo parece perfeitamente encaixado, Morremos e Desencaixamos como um Puzzle que cai no chão e se Desfaz.
Mais um dia de Primavera em que me reúno com os meus amigos e amigas e partimos todos em direção a praia. Vamos unidos e felizes ao encontro da brisa fresca do mar. O pensamento de um é o de todos, e todos somos o Gang.